Bem vindo ao caos.
Se em Serendip se encontrava o inesperado, em entropia, seu novo trabalho, Evandro Demari nos convida a abraçar o caos como elemento primordial:
Segundo a ciência da termodinâmica em todo processo natural, a energia do universo se conserva. A energia se apresenta de várias formas: mecânica, calorífica, química, nuclear, etc. Todas, porém, são manifestações de uma mesma grandeza física. O valor total da energia se conserva, enquanto ela se transforma de um tipo para o outro. No entanto, alguns processos que conservam energia ocorrem naturalmente. Para saber que tipo de processo pode ou não ocorrer naturalmente os físicos inventaram uma grandeza chamada ENTROPIA.
Todo sistema natural, quando deixado livre, evolui para um estado de máxima desordem, correspondente a uma entropia máxima.
Ao escolher um nome para meu novo álbum, busquei uma relação entre os conceitos físicos de Energia e Entropia e a forma como expresso minha música, sem ser conceitual na concepção das composições. Pesquisando, observei inúmeras coincidências entre os conceitos e minha forma de compor. Em meu CAOS de influências e sonoridades, minha energia é somada à energia das pessoas que trabalham comigo fluindo naturalmente e conservada na forma de música, em sintonia com as leis da termodinâmica. A "máxima desordem" da lei, corresponde à multiplicidade de referências musicais adquiridas em 20 anos de carreira artística. Rock, Blues, Jazz, Erudito, MPB, Bossa Nova, Nativista, definem os "microestados" sonoros de influências, minha liberdade de transformar estas influências formam o "macroestado" de minha música, naturalmente conservando a energia.
A liberdade máxima de um sistema, evolui para a total desordem. Do caos de minhas influências e sonoridades a energia flui, e naturalmente se conserva em música.
Entropia é a culminação de um longo processo de criação e depuração arquitetado por Evandro Demari em parceria com Iuri Freiberger e Marcel van der Zwam; com Mauricio Meinert na bateria e tendo como convidados André Christovam, Luiz Carlini, Rafa de Boni, Giovani Berti, Luciano Albo, Sergio Olivé, Renato Velho, Justino Vasconcelos, Rodrigo Deltoro, Gustavo “Prego” Telles, Eduardo Bisogno, Cassiano “Cafu” Farina, Rafa Gubert, Tita Sachet, Ricardo Siviero, Gabriel Guedes, Carlos Mallman, Roberto Scopel, Rodrigo Siervo e Luiza Estrella.
Aumente o volume, afunde nas almofadas, feche os olhos e deixe-se levar pelo entusiasmo energético desse que é, sem sombra de dúvida, um dos grandes talentos criativos do bluesrock tupiniquim.